Lei Sancionada Proíbe Venda de Alimentos Calóricos em Escolas

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Não sei se vocês estão a acompanhar a notícia que está a circular nos últimos dias e que me animou muito. O Governador do Distrito Federal assim como já aconteceu em São Paulo em 2009 sancionou uma lei que proíbe a venda, no geral, de produtos industrializados em escolas.

Ou seja, não poderão fornecer: balas, pirulitos, chicletes, biscoitos recheados, refrigerantes, sucos artificiais, salgadinhos industrializados, frituras, pipoca industrializada, bebidas alcoólicas e alimentos industrializados em cantinas de escolas da rede pública e privada do Distrito Federal!

O Senado também aprovou na última semana uma lei que proíbe a venda de bebidas de baixo teor nutricional e alimentos que têm quantidades elevadas de açúcar, gordura ou Sódio nas cantinas das escolas de educação básica no País. A medida ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e sancionada pela Presidência para passar a valer.

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Na minha opinião, se os próprios pais ensinassem as crianças a optarem por ter uma alimentação saudável, não seria seria necessária essa lei. Mas enquanto isso não acontece, aqui está uma lei que talvez possa trazer uma boa contribuição para melhorar os hábitos alimentares ao menos de algumas cidades do nosso país.

As escolas e cantinas terão 180 dias para se adequarem à lei. A punição para os estabelecimentos que não obedecerem à norma será determinada em 60 dias, quando a lei for regulamentada.

De acordo com a lei publicada no Diário Oficial do Distrito Federal desta quarta-feira (21), não poderão ser vendidos aos alunos alimentos industrializados cujo percentual de calorias provenientes de gordura saturada ultrapassem 10% das calorias totais.

O projeto aprovado determina que as cantinas escolares ofereçam para consumo, diariamente, pelo menos uma variedade de fruta da estação, inteira, em pedaços ou na forma de suco. Os sucos e as bebidas lácteas não deverão necessariamente ser adoçados com açúcar, mas continuam sendo uma opção.

A lei determina ainda que as escolas afixem cartazes e material pedagógico sobre como fazer refeições balanceadas e ter hábitos saudáveis, além de oferecer orientações sobre o preparo e o consumo de frutas e hortaliças.

O intuito da lei é tentar reduzir o número crescente de crianças acima do peso e obesas no Brasil e emplacar uma dieta mais saudável desde cedo, o que contribuirá para diminuir problemas como níveis elevados de colesterol e de pressão arterial, que vêm aparecendo cada vez mais cedo na nossa juventude.

A questão está nos hábitos de vida, que parecem ter se transformado de forma mais aguda nas últimas décadas. Os jovens estão mais sedentários, fazem menos atividades físicas com regularidade e passam muito mais tempo na frente de TVs e computadores.

Além disso, o maior poder aquisitivo das famílias não veio junto com uma educação alimentar satisfatória da população. Faltou explicar em campanhas e nas escolas públicas o que pode fazer bem e o que certamente faz mal ao peso e à saúde.

Assim, mudar os alimentos nas cantinas é um bom começo mas, sem interferir no que a família está comendo é uma forma de reeducação alimentar, existe a necessidade de implantar a cultura da boa alimentação, para não correr o risco de que as crianças levem de casa os salgadinhos e doces ou passem a comprar esses alimentos de lanchonetes na porta ou proximidades da escola, o que não resolve o problema nem da obesidade, nem da qualidade alimentar da população.

Lei Sancionada Proíbe Venda de Alimentos Calóricos em Escolas

Guloso e Saudável

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